Edição 01

 Edição 02

 Edição 03

 Edição 04

 Edição 05

 Edição 06

 Edição 07

 Edição 08

 Edição 09

 Edição 10

 Edição 11

 Edição 12

 Edição 13
Colabore com a
GPI@HOME
Clique aqui e
envie suas
sugestões.

" Previdência e Providências "


 " No seguir dos dias, nos vemos cercados pela rotina, buscando incessantemente organizar as tarefas de modo que possamos gozar de momentos felizes, quer na vida profissional, quer na vida pessoal.
Para tanto traçamos metas e buscamos alcançá-las. Uns de forma mais branda e outros de forma agressiva, mas todos almejando nossas metas.
Dentre as metas temos sempre como listada a preocupação com o nosso futuro e com os de nossos filhos, que sempre tendemos a acreditar que está longe de chegar.
Ledo engano provocado por uma "falha de cultura", ainda não possibilitada à grande maioria dos brasileiros, que sequer conhece as possibilidades ofertadas pelas leis, em especial as que regulam a previdência complementar no país.
Vemos uma grande quantidade de pessoas que conseguiu fugir do fantasma do desemprego, mas não consegue vislumbrar a importância do recolhimento do INSS, principalmente no princípio da jornada laboral, seja como empregado ou autônomo.
É inegável que o descrédito da previdência oficial é fator determinante para essa despreocupação. 
Mas, o que fazer? Cruzar os braços e aguardar que "o efeito JK", não revelado no seriado televisivo, passe?
Decididamente não!
Temos de enxergar o presente com o objetivo permanente de melhorar o futuro!
Um dos vetores a perseguir é o da educação das crianças e também daqueles que hoje estão em pleno exercício da sua atividade laboral.
É importante criar uma cultura que mostre a importância do processo de acumulação de riqueza possibilitando um futuro melhor.
E acumulação de riqueza, não se conquista somente com a "realização do sonho da Mega Sena".
Para acumular riqueza necessário disciplina, determinação e muita paciência.
Significa renunciar ao consumo imediato em troca de sustentabilidade de vida futura.
Portanto, como premissa principal está o controle do orçamento, com o fim de gastar menos do que se ganha, possibilitando que a economia efetuada mês a mês, seja revertida ao futuro.
Quantos são aqueles que tiveram a possibilidade de ingressar em empresas estatais e privadas, nacionais ou não, e através destes participar de seus Fundos de Pensão?
Poucos, comparados ao universo de trabalhadores.
Mas o que fazer para incentivar a previdência complementar e não matar a "galinha dos ovos de ouro", que por vezes é colocada como vilã ao invés de salvadora da pátria?
Em primeiro lugar, sem dúvida, a legislação atual da previdência complementar evoluiu e vem cada vez mais aprimorando o processo fiscalizatório de modo a dar maior segurança a todos os participantes de tal sistema. Esta circunstância necessita ser enfatizada.
Em segundo lugar, a abertura de novas possibilidades para a previdência complementar vir a abarcar um número maior de participantes com a criação dos fundos instituídos por pessoas jurídicas de caráter profissional, classista ou setorial, foi um grande passo. Essas possibilidades necessitam ser estimuladas.
Mas o principal, sem dúvida alguma, é a educação.
Embora pareça ladainha essa é a melhor forma de possibilitar o crescimento e aprimoramento das condições de vida em geral.
O aprendizado é fundamental. Transmitir conhecimento, uma obrigação!
Saber como se sustentam os benefícios, como é possível tirar proveito do mutualismo em prol da coletividade é imprescindível .
Temos de compreender e aceitar que o coletivo antecede o individual. Principalmente hoje, pensar em todos é a melhor maneira de pensar em si.
Não se pode sempre querer o mais para si, sem vislumbrar o impacto em toda a sociedade ou naquela comunidade restrita de participantes que divide riscos em prol de melhores condições de vida, para todos
Para tanto necessário que nossas crianças recebam, o quanto antes possível, informações a respeito da previdência social e complementar, seus mecanismos e sua sustentabilidade.
E que se registre que , afora excepcionalidades do acaso, ninguém consegue, de forma lícita, algo para o futuro, sem que aja algum tipo de renúncia presente. 
A árvore só dá frutos após um longa espera, muita rega e adubo. Esse ensinamento é que devemos transmitir.
Conhecimento, determinação, disciplina e muita paciência" !!!!!

Dr. Fernando Lencioni
Advogado
fernando.lencioni@mml.adv.br 
MESSINA, MARTINS E LENCIONI ADVOGADOS ASSOCIADOS