Edição 01

 Edição 02

 Edição 03

 Edição 04

 Edição 05

 Edição 06

 Edição 07

 Edição 08

 Edição 09

 Edição 10

 Edição 11

 Edição 12

 Edição 13

 Edição 14
Colabore com a
GPI@HOME
Clique aqui e
envie suas
sugestões.

Artigo JCG - " A Gestão do Risco Médico "


Redução dos custos do Benefício Saúde de sua empresa – A gestão do risco médico

"Estudos epidemiológicos demonstraram os efeitos positivos da prevenção precoce sobre a evolução das doenças crônicas.

Pesquisas feitas nos EUA mostram que 10% dos usuários de planos e seguros de saúde gastam 72% do total de despesas do seu plano de saúde. Outras demonstram que as despesas médicas com um doente crônico são de 5 a 7 vezes maiores que as feitas com os demais pacientes.

A adoção de tecnologia e de estratégias corretas, e a da denominada Gestão de Risco Médico (GRM), é a nova ferramenta que foi desenvolvida para minimizar estes fenômenos.

Os procedimentos de GRM têm por objetivo controlar esta que é uma das principais causas dos elevados custos dos atuais planos de saúde proporcionando, ao mesmo tempo, melhora da saúde do paciente crônico, e sua qualidade de vida.

Um bom exemplo da adoção de estratégias ligadas ao GRM são as ações de relacionamento do plano de saúde com o usuário.

Elas se constituem em programas que estimulam a participação ativa dos pacientes ajudando-os na administração de suas próprias doenças, como forma de reduzir e/ou retardar as suas conseqüências clínicas e funcionais, e com isto reduzir a necessidade de tratamentos médicos adicionais, com a conseqüente redução de seus custos.

O primeiro passo, o grande desafio dos profissionais envolvidos com o problema, e pré condição para o sucesso do programa, é entender o que ocorre e como proceder para obter resultados esperados.

Um significativo número de pessoas reluta em adotar medidas pró ativas com relação a sua própria saúde.

São pessoas que raramente procuram o médico, optando por conviver com os incômodos de uma doença crônica, com as quais acabam se habituando a conviver.

É preciso demonstrar a necessidade de uma mudança de enfoque, induzindo estes consumidores a dar a devida importância à prevenção e à promoção da sua saúde.

Já um segundo grupo de pessoas adota uma atitude mais pró ativa com relação a sua saúde, recorrendo mais a médicos e procurando na Internet informações a respeito de suas doenças, e das opções de tratamento.

Para estes, é comum a preocupação com a saúde e o bem estar físico. Parar de fumar, fazer exercícios regularmente, tomar remédios diariamente para prevenir doenças, ou ainda, controlar os níveis sanguíneos de colesterol e triglicerídeos se tornaram rotinas, as quais, associadas ao uso dos antibióticos, à vacinação profilática, e aos hábitos sanitários corretos, aumentam a longevidade.

Mesmo este grupo mais saudável e que tende a ter uma longevidade maior, não escapa de uma eventual ocorrência de uma doença crônica tardia.

Inicialmente é fundamental a utilização de estratégias de identificação dos pacientes no grupo, o perfil destes pacientes e a classificação das suas doenças de acordo com a gravidade.

Em seguida, um time de profissionais especialmente treinados faz um contato direto, não só para confirmar os seus dados, como para identificar eventuais intercorrências da sua doença, que podem afetar a sua capacidade de participar ativamente do seu próprio tratamento.

Com estes dados, é montado uma plano de monitoramento e de educação continuada, para cada caso, com o objetivo de ajudar os pacientes a manejar corretamente sua doença, induzindo-os a ir ao médico com a freqüência certa, a tomar regularmente sua medicação, fazer os exames laboratoriais, e a praticar exercícios recomendados.

Esta manifestação de interesse vinda de terceiros é um dos fatores mais importantes para o sucesso do programa. Receber uma ligação espontânea, principalmente quando a doença crônica é diagnosticada pela primeira vez, seguida de um aconselhamento técnico sobre como conviver com algo que está incomodando o paciente, e que não vai mais passar, é o melhor caminho para uma participação efetiva dele no controle da doença.

Contatos freqüentes sobre como o paciente está convivendo com a doença, sobre como ele está se saindo com a rotina de compromissos que sua doença exige, e até mesmo como está se saindo emocionalmente com sua condição, transformam o paciente num importante aliado nesta estratégia.

É importante também a participação em reuniões multidisciplinares entre especialistas e os grupos de pacientes, nas quais são discutidas as dificuldades comuns, os resultados, e os métodos utilizados, como forma de maior motivação.

Não há dúvidas que metodologias como estas, são um importante fator de redução da freqüência de utilização dos serviços médicos e do tempo médio de permanência de internação, contribuindo assim para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes com a desejável redução de custos gerados por eles.

Existem outros programas que somados a estes, potencializam e multiplicam os resultados que são alcançados no controle efetivo dos gastos dos planos e seguros de saúde.

Os parâmetros e as estatísticas de medição que permitirão definir o grau de redução de custos proporcionada por tecnologias tão recentes, estão ainda sendo desenvolvidos, razão pela qual ainda não é possível dimensioná-los na sua totalidade."

Dr. José Carlos Góes
j.goes@terra.com.br  
JCG Consultoria em Planos de Saúde