Redução dos custos do Benefício Saúde de sua empresa – A gestão do risco médico
"Estudos epidemiológicos demonstraram os efeitos positivos da prevenção
precoce sobre a evolução das doenças crônicas.
Pesquisas feitas nos EUA mostram que 10% dos usuários de planos e seguros de
saúde gastam 72% do total de despesas do seu plano de saúde. Outras demonstram
que as despesas médicas com um doente crônico são de 5 a 7 vezes maiores que as
feitas com os demais pacientes.
A adoção de tecnologia e de estratégias corretas, e a da denominada Gestão de
Risco Médico (GRM), é a nova ferramenta que foi desenvolvida para minimizar
estes fenômenos.
Os procedimentos de GRM têm por objetivo controlar esta que é uma das
principais causas dos elevados custos dos atuais planos de saúde
proporcionando, ao mesmo tempo, melhora da saúde do paciente crônico, e sua
qualidade de vida.
Um bom exemplo da adoção de estratégias ligadas ao GRM são as ações de
relacionamento do plano de saúde com o usuário.
Elas se constituem em programas que estimulam a participação ativa dos
pacientes ajudando-os na administração de suas próprias doenças, como forma de
reduzir e/ou retardar as suas conseqüências clínicas e funcionais, e com isto
reduzir a necessidade de tratamentos médicos adicionais, com a conseqüente
redução de seus custos.
O primeiro passo, o grande desafio dos profissionais envolvidos com o problema,
e pré condição para o sucesso do programa, é entender o que ocorre e como
proceder para obter resultados esperados.
Um significativo número de pessoas reluta em adotar medidas pró ativas com
relação a sua própria saúde.
São pessoas que raramente procuram o médico, optando por conviver com os
incômodos de uma doença crônica, com as quais acabam se habituando a conviver.
É preciso demonstrar a necessidade de uma mudança de enfoque, induzindo estes
consumidores a dar a devida importância à prevenção e à promoção da sua saúde.
Já um segundo grupo de pessoas adota uma atitude mais pró ativa com relação a
sua saúde, recorrendo mais a médicos e procurando na Internet informações a
respeito de suas doenças, e das opções de tratamento.
Para estes, é comum a preocupação com a saúde e o bem estar físico. Parar de
fumar, fazer exercícios regularmente, tomar remédios diariamente para prevenir
doenças, ou ainda, controlar os níveis sanguíneos de colesterol e
triglicerídeos se tornaram rotinas, as quais, associadas ao uso dos
antibióticos, à vacinação profilática, e aos hábitos sanitários corretos,
aumentam a longevidade.
Mesmo este grupo mais saudável e que tende a ter uma longevidade maior, não
escapa de uma eventual ocorrência de uma doença crônica tardia.
Inicialmente é fundamental a utilização de estratégias de identificação dos
pacientes no grupo, o perfil destes pacientes e a classificação das suas
doenças de acordo com a gravidade.
Em seguida, um time de profissionais especialmente treinados faz um contato
direto, não só para confirmar os seus dados, como para identificar eventuais
intercorrências da sua doença, que podem afetar a sua capacidade de participar
ativamente do seu próprio tratamento.
Com estes dados, é montado uma plano de monitoramento e de educação continuada,
para cada caso, com o objetivo de ajudar os pacientes a manejar corretamente
sua doença, induzindo-os a ir ao médico com a freqüência certa, a tomar
regularmente sua medicação, fazer os exames laboratoriais, e a praticar
exercícios recomendados.
Esta manifestação de interesse vinda de terceiros é um dos fatores mais
importantes para o sucesso do programa. Receber uma ligação espontânea,
principalmente quando a doença crônica é diagnosticada pela primeira vez,
seguida de um aconselhamento técnico sobre como conviver com algo que está
incomodando o paciente, e que não vai mais passar, é o melhor caminho para uma
participação efetiva dele no controle da doença.
Contatos freqüentes sobre como o paciente está convivendo com a doença, sobre
como ele está se saindo com a rotina de compromissos que sua doença exige, e
até mesmo como está se saindo emocionalmente com sua condição, transformam o
paciente num importante aliado nesta estratégia.
É importante também a participação em reuniões multidisciplinares entre
especialistas e os grupos de pacientes, nas quais são discutidas as
dificuldades comuns, os resultados, e os métodos utilizados, como forma de
maior motivação.
Não há dúvidas que metodologias como estas, são um importante fator de redução
da freqüência de utilização dos serviços médicos e do tempo médio de
permanência de internação, contribuindo assim para a melhoria da qualidade de
vida dos pacientes com a desejável redução de custos gerados por eles.
Existem outros programas que somados a estes, potencializam e multiplicam os
resultados que são alcançados no controle efetivo dos gastos dos planos e
seguros de saúde.
Os parâmetros e as estatísticas de medição que permitirão definir o grau de
redução de custos proporcionada por tecnologias tão recentes, estão ainda sendo
desenvolvidos, razão pela qual ainda não é possível dimensioná-los na sua
totalidade."
Dr. José Carlos Góes
j.goes@terra.com.br
JCG Consultoria em Planos de Saúde